Brasília, 06 de Setembro de 2010
 
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Supresas em quadra


Data: 11/06/2010 | Hora: 14:24

Os times do Lago Sul e de São Sebastião fizeram um jogo digno de final de campeonato, ontem, no Ginásio do Cruzeiro, em uma das partidas das semifinais de basquete das Olimpíadas da Cidade. O jogo, que terminou 66 x 61 para São Sebastião, foi tão equilibrado e disputado que no fim de dois períodos — 1º e 3º — o placar ficou empatado (14 x 14 e 49 x 49, respectivamente).

A diferença máxima no placar entre os dois times durante todo o jogo foi de somente oito pontos. A vantagem, inclusive, era do Lago Sul, no meio do 3º quarto. Mas o fato de estar atrás não foi suficiente para intimidar a equipe de São Sebastião, que buscou a recuperação e conseguiu virar o jogo e fazer cinco pontos no último minuto, garantindo a vitória e a vaga para a decisão.

“Nosso ponto forte foi o rebote na defesa. Fizemos uma marcação mista, por zona e individual, que funcionou muito bem. Além disso, não deixamos os jogadores do Lago Sul arremessarem cestas de três pontos, que é o ponto forte deles”, analisou Ricardo Ferreira, técnico do São Sebastião há três anos. Para o ala Mateus, o que mais contou dentro de quadra foi a vontade da equipe de disputar o ouro, pois, no  ano passado, eles foram desclassificados prematuramente na competição justamente pelo Lago Sul.

“Era o time a ser batido nesta edição, pois é uma equipe muito forte, que joga junto há um tempo”, explicou o jogador. “Mas nós temos jogadores experientes também, conseguimos nos impor no jogo e anular os atletas do time deles que fazem a diferença em quadra”, continuou Mateus. “Jogamos com muita vontade. Todo mundo deu o melhor de si para chegar até essa final”.


Partida emocionante


Não foi só no jogo entre São Sebastião e Lago Sul que as surpresas apareceram. Na outra semifinal, entre Brasília e Brazlândia, o resultado parecia confirmar a vitória do Brazlândia até o terceiro período. Com vantagem desde o início do jogo, o time já se via disputando a final. Mas eles não contavam com a virada do Brazlândia, que acordou para a partida somente no quarto período e conseguiu fechar o placar em 73 x 63.

“Estávamos dando bobeira o tempo todo. Não entramos no jogo desde o início”, observou João Felipe, armador do Brasília e um dos destaques da partida. “A nossa técnica (Renata Ribeiro) nos deu um puxão de orelha e, felizmente, conseguimos reagir a tempo. Ela me chamou no canto e disse para eu passar mais a bola para um dos nossos alas e eu fiz isso. No último quarto, ele (Alan) acabou fazendo 16 pontos, que foram essenciais para a vitória”, celebrou.

“O jogo foi supercomplicado, principalmente porque os meninos não estão acostumados a jogar contra o Brazlândia. É um time desconhecido para a gente e isso torna tudo mais difícil. Demorou para nos entrosarmos em quadra”, comentou Renata Ribeiro. Segundo a técnica, a principal mudança na partida veio quando os jogadores conseguiram anular o ala-pivô Enéias, principal atleta do Brazlândia, que joga no Universo. “Ele estava tomando conta do jogo até que conseguimos acertar na marcação individual e tirá-lo de cena. Só então conseguimos passar à frente no placar”, explicou.